DE TUDO VAI ROLAR

Viver e Curtir a cidade, gastando pouco ou quase nada! (By Ney Mourão) Siga o instagram: blogdetudovairolar – Aos Sábados, às 10h, 14h, 16h e 18h, dicas nacionais, pela RÁDIO 107 Ativa na Web (Baixe o aplicativo na Play Store ou ouça em https://www.radios.com.br/aovivo/107-ativa/65889)

Três meses de Carnaval? Não! A Belotur não disse isso! Que tal se esclarecer a respeito?

importancia

(Por Ney Mourão)

Três meses de Carnaval! Uma manchete como essa foi publicada em um site de grande abrangência em BH, cuja editoria de Carnaval tem grande espaço. A manchete, é claro, é provocativa! Porém, equivocada. Em reunião com a lideranças carnavalescas da cidade, no último dia 20 de agosto, a Belotur apresentou as diretrizes para o Carnaval da cidade, em 2019. Foi um positivo momento de escuta e diálogo. Abertura ao entendimento e à construção coletiva, de ambas as partes. Administrar uma festa que tomou proporções gigantescas como esta exige responsabilidade, estabelecimento de redes de ação conjunta, análise de demandas e de limitações, bem como um profundo respeito à cidade e todas as suas outras prioridades. E foi isso que ocorreu.

A manchete distorcida sobre os objetivos da reunião provocou indisposições, de maneira compreensível, e os comentários pelas redes sociais revelam, além de uma natural indignação, um alto grau de desinformação, por parte da população – o que a manchete ajudou a reforçar, inclusive. Como o blog estava lá, na reunião, representado tanto pelo seu blogueiro, que atuou em forma de uma dupla presença, também como representante de um bloco, vale a pena esclarecer algumas questões:

* Sobre a maior das “indignações”. O calendário não prevê três meses de festa. Pelo contrário, durante a reunião, foi reiterado que os blocos que desejarem efetuar seus desfiles fora do período entre 16 de fevereiro e o domingo posterior ao Carnaval (10 de março) não poderão contar com o aparato institucional da Administração Pública. A manchete englobou o período preparatório, que envolve burocracias como registro dos blocos, confecção de aplicativo de geo-refenciamento, publicação de editais de apoio e de normas técnicas de segurança, dentre outras. O que pode parecer vários dias de bagunça conta com técnicos, profissionais e estudos profundos sobre o melhor para carnavalescos e cidadãos.

* Não, senhores! Não, senhoras! A verba que os blocos recebem apenas desde 2017, não é um “absurdo”. Ela é pequena, em comparação com os gastos da grande maioria dos blocos. Em alguns deles, não chega a cobrir os custos de carros de som, segurança, camisetas, cantores e regentes. Ela é bastante útil, pois possibilita a blocos pequenos colocar sua expressão cultural na rua.

* O Carnaval não são quatro dias de mera folia, bebedeira e confusão pela cidade. Além dos transtornos que possa causar uma festa que hoje atrai milhões de turistas, ela gera renda, gera empregos temporários, gera divisa pra cidade. Hotéis, bares, restaurantes, lares que recebem turistas, autônomos que fazem uma receita considerável nesse período, fornecedores de matérias-primas para fantasias, artesãos.  A rede é incontável e pode até ser que haja algum parente, amigo ou até mesmo alguns indignados que estejam sendo beneficiados por ela.

* O Carnaval é uma expressão social e cultural da cidade. Vale a pena conhecer a diversidade dela, manifestada no Carnaval: blocos de resistência de favelas e comunidades, blocos da cultura negra e das periferias, blocos que tratam da ocupação democrática dos espaços, blocos que apoiam questões como a mobilidade urbana, blocos que valorizam ritmos de nossa cultura popular, blocos que tratam da afirmação dos direitos femininos, blocos que validam a luta pelos direitos lgbt, blocos que trazem para a arena popular a questão racial. Dizer que é “só festa” é minimizar e desprezar essa riqueza.

*O Carnaval trouxe musicalidade a toda uma cidade. Valorizou músicos, artistas. Consolidou o espaço para o conhecimento e a percepção rítmica, oportunizou a criação de espaços para o estudo musical em comunidades.  Isso não tem preço.

* Finalmente, sobre o papel da BELOTUR e da PBH… Não, senhores! Não estão usando, de forma irresponsável, verba “pública” para financiar os blocos. O Carnaval se tornou atrativo para a iniciativa privada. Grandes cervejarias, aplicativos de transporte de alcance internacional, investidores perceberam o que muitos que estão espalhando esta onde de ódio não perceberam: o Carnaval gera retorno financeira. E têm investido um considerável capital em nossa festa – se comparado a outras grandes capitais, ainda pequeno, inclusive. A Prefeitura, através da Belotur, está sendo GESTORA responsável de uma contrapartida. Não está “investindo dinheiro público” em um evento. Está destinando a verba privada de quem ganha muito com o evento para quem FAZ o evento. Mesmo assim, uma parcela mínima desta verba, pois grande parte dos recursos privados de patrocínio são destinados aos gastos com a própria organização do evento: manutenção de equipes de trabalho, segurança, limpeza, dentre outros. Ou seja, a Administração Pública está fazendo girar a roda, de forma inteligente, fazendo com que os parceiros financeiros possam lucrar, mas que sejam co-responsáveis pela cidade.

Em tempos onde replicamos o que recebemos sem nos informar, em tempos onde necessitamos estar o tempo todo eriçados pelo inconformismo, é preciso ter prudência. Informar BEM e informar-se bem, tal qual canja de galinha e prudência, não fazem mal a ninguém.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado em 27 27America/Sao_Paulo agosto 27America/Sao_Paulo 2018 por em Sem categoria.
%d blogueiros gostam disto: