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Com entrada franca, Feira do Doce Mineiro acontece neste sábado

Essa divulgação está sendo feita com baba escorrendo sobre o teclado…

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A manhã deste sábado (16/12) será de dar água na boca. Amantes dos quitutes não podem perder a Feira do Doce Mineiro, que irá exibir doces típicos e tradicionais de nove cidades do interior. A ameixa de queijo de Araxá, a bananada de Antônio Dias, o doce de abóbora de Poços de Caldas, os doces cristalizados de Carmópolis de Minas, os doces de jabuticaba de Sabará, a goiabada de São Bartolomeu, o pé-de-moleque de Piranguinho, o doce de leite de Viçosa e o rocambole de Lagoa Dourada são algumas das receitas irresistíveis estarão disponíveis para degustação e venda. A Feira tem entrada franca e acontece na Rua Tenente Brito de Melo, 1090 Barro Preto, em frente à Sede da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

A Feira do Doce Mineiro chega a Belo Horizonte após ter passado por Ipatinga, no Vale do Aço, em novembro. Esse ajuntamento de doces em um mesmo evento é fruto do trabalho de um grupo de pesquisadores que visitaram as cidades e foram reunindo as receitas. Apresentações de jazz e música instrumental enriquecem o encontro de guloseimas, que conta ainda com chopes artesanais da Cervejaria Backer e mostra de queijos que harmonizam com os doces mineiros.

A ação mais inovadora do evento é a Cozinha ao Vivo, uma homenagem aos programas culinários de maior sucesso na TV Brasileira. A partir das 15 horas, o público poderá observar dois chefs preparando pratos especiais ao vivo. A abertura será com o chef Loraidan dos Anjos, de Ipatinga, com o preparo do Lombinho de Moleque, um lombo de cordeiro com crosta de pé-de-moleque e acompanhado de purê de inhame. Às 17h o chef João Salles, de Belo Horizonte, faz um miolo de acém ao molho de jabuticaba com angu molinho e carambola caramelizada com vinagre de jabuticaba, prato batizado de Boi na Jabuticaba.

 AS GULOSEIMAS

A bananada de Antônio Dias combina o sabor da fruta com o contraste do amendoim. A doçura é na medida. Os doces de jabuticaba de Sabará são muitos e versáteis; incluindo casquinhas cristalizadas, a famosa geleia e vinhos e cachaça artesanal feitos a partir da fruta. O doce de leite produzido pela Universidade Federal de Viçosa acrescentou à essa tradicional receita mineira a pesquisa e a tecnologia que garantem alto controle de qualidade e de padrões sanitários sem perder as características do doce caseiro, doçura e textura delicadas. O rocambole de Lagoa Dourada atrai multidões curiosas e ávidas por experimentar um doce que remonta aos costumes das mais tradicionais famílias locais.

 A goiabada de São Bartolomeu (distrito de Ouro Preto) é feita exatamente como há séculos atrás, utilizando tacho de cobre em forno à lenha aberto no chão, e embalado em folha de bananeira, com pedaços da casca que enriquecem ainda mais a textura quase cremosa dessa delícia mineira.

O pé-de-moleque de Piranguinho é o orgulho da cidade de 8 mil habitantes no Sul de Minas, que possui um doce que é registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Minas Gerais, uma “pura joia mineira”, conforme escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade elogiando a famosa iguaria feita de amendoim.

Os doces cristalizados de Carmópolis de Minas têm tamanhos e cores variadas mas preserva os modos de fazer tradicionais, combinando os sabores naturais das frutas ou legumes, como o figo com nozes ou os quadradinhos de abóbora com uma fina crosta açucarada protegendo um doce cremoso dos mais refinados.

A ambrosia e a ameixa de Queijo de Araxá são apenas dois exemplos de doces que fazem dessa cidade do Triângulo Mineiro o paraíso dos doces, alguns deles com mais de 200 anos de tradição familiar. A ameixa de Queijo é doce raro feito a partir de uma massa de queijo que pode ser consumido em calda ou cristalizado. A ambrosia tem um toque cítrico especial contrastando com a doçura da iguaria. As raspas de frutas utilizadas para dar acidez à Ambrosia também são consumidos e têm um sabor único.

Por fim, o doce de abóbora com coco de Poços de Caldas já foi premiado em festivais gastronômicos como um dos melhores do Brasil. Todo ano, os produtores realizam ainda um grande festival em que é confeccionado o maior doce de abóbora do país. O próximo passo é conquistar uma vaga no Livro Guinness dos Recordes como o maior do mundo, preservando os processos artesanais da tradicional cultura rural mineira.

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Informação

Publicado às 16 16America/Sao_Paulo dezembro 16America/Sao_Paulo 2017 por em Pra comer e marcado .
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