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Sesc Palladium exibe cinema indígena contemporâneo

Continua até 31/05, quarta-feira, no Cine Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420 – Centro),  a mostra Cinema: território ameríndio. A intenção é exibir, debater e colocar em evidência produções de autoria indígena, com duas exceções, os filmes Conversas no Maranhão, de Andrea Tonacci e Martírio, de Vincent Carelli. Para além dessas duas obras historicamente marcantes na instauração de um cinema que abrigue o ponto de vista indígena, a mostra traz a Belo Horizonte 36 produções entre curtas, médias e longa metragens, exemplares da recente produção cinematográfica realizada por diferentes cineastas e coletivos audiovisuais de diversas etnias e produzidos em diferentes lugares do Brasil. No total, 38 produções serão exibidas gratuitamente. A entrada para as sessões é GRATUITA, com a retirada de ingressos 30 minutos antes.

Clique aqui e confira a programação completa.

Destaques na programação são a presença de duas realizadoras indígenas mulheres, uma vinda do extremo norte da Amazônia, Larissa Duarte Ye’Padiho, da etnia Tukano cujo filme Trabalho da Roça (2016) enfoca o reconhecido e singular sistema agrícola dos povos indígenas do Rio Negro de um ponto subjetivo e tratando da relação entre as gerações; e Patri Ferreira (Yxapy), da etnia Mbya Guarani, vinda de São João das Missões, extremo sul do Brasil, com Para Reté, filme cuja subjetividade extremamente feminina, tem como personagens principais sua mãe e sua filha e propõe e provoca uma travessia existencial e formal.

Na programação ainda destacam-se lançamentos de cineastas indígenas já consagrados e reconhecidos no meio, como Divino Tserewahu (Xavante) em sessão comentada por André Brasil (pesquisador e professor / grupo Poéticas da Experiência, PPGCOM/UFMG) e do também premiado realizador Alberto Álvares (Guarani Nhandeva) apresentando vários trabalhos recentes e presença garantida na mostra para debater e refletir com os espectadores sobre sua obra e sobre questões que suscita.

Konãgxeka

Dilúvio Maxacali, animação premiada, um dos filmes exibidos na Mostra.

Nesta mostra, ainda será exibido um filme de animação surpreendente, o premiado Dilúvio Maxakali (Isael Maxakali e Charles Bicalho, 2015). Outro destaque fica por conta da exibição comentada de Martírio, por Vincent Carelli, diretor, cineasta e indigenista – idealizador do mais relevante projeto de formação de cineastas indígenas do Continente, o Vídeo nas Aldeias, pioneiro em instrumentalizar os índios através de oficinas de audiovisual, sendo fundamental para a consolidação de um cinema indígena múltiplo e diverso que hoje marca o cinema brasileiro recente.

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Publicado às 31 31America/Sao_Paulo maio 31America/Sao_Paulo 2017 por em Cinema e marcado , .
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